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Livros parecidos com A sutil arte de ligar o f*da-se: 6 leituras para depois de esvaziar a mochila

Mark Manson ensina a esvaziar a mochila: largar o peso do que não importa. A pergunta seguinte é o que colocar de volta. Seis livros para ler depois de A sutil arte de ligar o f*da-se.

Antes de uma viagem longa, quem tem experiência faz um ritual: despeja a mochila inteira na cama e devolve só o essencial. A primeira parte é libertadora. Metade daquilo nunca precisou ir. A segunda parte é mais difícil. Decidir o que volta exige saber para onde você está indo.

A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson, é o despejo da mochila. Ensina a largar o peso das preocupações que não merecem sua atenção. Esta lista de livros parecidos com A sutil arte cuida da segunda parte: com o que, afinal, vale a pena se importar?

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O que Manson acertou

Lançado em 2016, o livro virou fenômeno justamente por ir contra a corrente da autoajuda. Em vez de prometer felicidade, Manson diz que sofrimento é inevitável e que a pergunta útil é qual sofrimento você escolhe. A vida melhora quando você se importa com menos coisas, e com as coisas certas.

É uma ideia antiga com roupa nova. Os estoicos já separavam o que depende de nós do que não depende, como explica a Stanford Encyclopedia of Philosophy. O mérito de Manson foi traduzir isso para a linguagem de quem cresceu com rede social.

O livro deixa uma pergunta em aberto, de propósito: depois de largar o que não importa, como saber o que importa? Os livros abaixo respondem por caminhos diferentes.

6 livros para ler depois de A sutil arte de ligar o f*da-se

1. A coragem de não agradar, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga

Escrito como um diálogo entre um filósofo e um jovem inconformado, apresenta as ideias do psicólogo Alfred Adler. A tese central conversa diretamente com Manson: liberdade inclui a coragem de ser desaprovado. Para quem gostou do tom provocador, é o próximo passo mais natural.

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2. Em busca de sentido, de Viktor Frankl

Manson fala de escolher seu sofrimento. Frankl viveu a versão extrema dessa ideia nos campos de concentração e concluiu que quem tem um porquê suporta quase qualquer como. É a resposta mais profunda à pergunta sobre o que vale se importar.

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3. O obstáculo é o caminho, de Ryan Holiday

Se a parte de Manson que mais pegou foi a aceitação do desconforto, Holiday leva o estoicismo para o mesmo terreno: o problema que você enfrenta pode ser o próprio caminho. Para ir à fonte, há o guia de livros de estoicismo para iniciantes.

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4. A hipótese da felicidade, de Jonathan Haidt

Haidt confronta ideias antigas sobre felicidade com a psicologia moderna. A imagem do elefante e do condutor, a parte emocional e a parte racional da mente, ajuda a entender por que saber o que importa não basta para agir de acordo.

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5. Meditações, de Marco Aurélio

O caderno pessoal de um imperador lembrando a si mesmo do que importa e do que não importa. É a versão de dois mil anos do conselho de Manson, escrita por alguém que tinha todos os motivos para se importar com tudo.

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6. Lei da Satisfação, de Carlos Cezare

Incluo o meu livro, e a indicação é autoral. Manson ensina a desejar menos coisas. Lei da Satisfação investiga o que acontece com as coisas que continuamos desejando: por que, mesmo quando a escolha é boa e a conquista acontece, a satisfação evapora tão rápido. É a mochila depois de arrumada, e a pergunta sobre por que ela continua parecendo vazia.

Carlos Cezare segurando a brochura azul-marinho de Lei da Satisfação

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Livros parecidos com A sutil arte: qual combina com você

Se do livro de Manson você gostou de…Leia
o tom provocadorA coragem de não agradar
a ideia de escolher o sofrimentoEm busca de sentido
aceitar o desconfortoO obstáculo é o caminho
a crítica à felicidade fácilA hipótese da felicidade
o que importa e o que não importaMeditações
a desconfiança do desejoLei da Satisfação

Para quem quer ir mais fundo na questão do desejo, há a seleção de livros sobre desejo e a de livros sobre felicidade que não prometem fazer você feliz.

O que volta para a mochila

Ligar o f*da-se é só a primeira metade da arrumação. A segunda, decidir o que volta, é a que define a viagem. Os livros desta lista não dão a resposta pronta, porque ela não existe pronta. Dão critérios melhores para escolher.

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